Relatório Único: guia prático para preparar a entrega sem correrias
Publicado em 8 de agosto de 2026
O Relatório Único é a prestação anual de informação sobre a atividade social da empresa. O serviço é disponibilizado pela Autoridade para as Condições do Trabalho e a informação é submetida eletronicamente. Na prática, a dificuldade raramente está apenas no momento da entrega: está em chegar a essa altura com os dados do ano completos, coerentes e fáceis de rever.
Fonte oficial: gov.pt — Relatório Único.
1. Não comece pelo formulário: comece pelos dados
Tratar o Relatório Único como uma tarefa de alguns dias cria um problema previsível: é preciso reconstruir meses de atividade a partir de folhas de cálculo, emails, fichas e documentos dispersos. O processo fica muito mais simples quando a empresa mantém os registos operacionais atualizados durante o ano.
Para a componente de Segurança e Saúde no Trabalho, isso significa manter organizados trabalhadores, estabelecimentos, avaliações de risco, atividade de saúde do trabalho, formação, acidentes e restantes evidências que alimentam a preparação do Anexo D.
2. Organize a informação por empresa e por estabelecimento
Uma das fontes mais comuns de erro é juntar informação que pertence a locais diferentes. Sempre que a atividade é distribuída por vários estabelecimentos, o melhor ponto de partida é ter uma estrutura clara: empresa → estabelecimento → trabalhadores e atividade associada.
Isto também melhora o trabalho diário: uma avaliação de risco, uma visita técnica ou um registo de formação fica associado ao local certo desde a origem, em vez de ser classificado apenas quando chega a época do Relatório Único.
3. Faça uma revisão de lacunas antes da campanha
Antes de começar a preencher, reveja o ano como se estivesse a preparar uma auditoria. Há trabalhadores sem informação atualizada? Atividades realizadas sem evidência? Formação sem participantes associados? Estabelecimentos sem atividade registada? Quanto mais cedo estas lacunas forem encontradas, menor a pressão no momento da entrega.
4. Separe preparação de submissão
Uma boa preparação não significa automatizar decisões legais nem entregar informação sem revisão humana. O objetivo do software deve ser consolidar os dados já existentes, mostrar inconsistências e reduzir a transcrição repetida. A revisão final continua a ser uma etapa importante antes da submissão no canal oficial.
5. Use o Anexo D como resultado do trabalho anual
O Anexo D deixa de ser uma tarefa isolada quando a informação de SST é registada no mesmo sistema ao longo do ano. Em vez de perguntar em março “onde estão os dados?”, o técnico passa a rever informação que já foi produzida durante o trabalho normal.
Veja também o nosso guia de preenchimento do Anexo D e a página do Relatório Único no Salvus.
Checklist de preparação
- Confirmar empresas e estabelecimentos ativos no período.
- Rever trabalhadores e respetiva afetação.
- Confirmar atividade de segurança e saúde registada ao longo do ano.
- Identificar campos em falta antes de iniciar a exportação/preenchimento.
- Rever o resultado por estabelecimento.
- Confirmar no portal oficial as instruções e datas aplicáveis à campanha em curso.
Como o Salvus ajuda
O Salvus centraliza a operação de SST durante o ano e usa essa informação para apoiar a preparação do Relatório Único e do Anexo D. O objetivo é simples: menos reconstrução manual e mais tempo para rever a informação antes da entrega.
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